O Exorcista | Resenha de Livro

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“Assim como o brilho breve dos raios de sol não é notado pelos olhos dos homens cegos, o começo do horror passou despercebido; com o guincho do que ocorreu em seguida, o início foi, na verdade, esquecido e talvez não relacionado de forma alguma ao horror. Era difícil saber.”

O Exorcista é o título de um romance de terror, escrito pelo autor estadunidense William Peter Blatty, lançado originalmente em 1971. Conta a história de Regan McNeil, uma garota de onze anos que é possuída pelo demônio. Em 1973, o livro virou um filme de grande sucesso, dirigido por William Friedkin.

 

Opinião:

Quem nunca tomou um susto com a foto da Regan possuída que atire a primeira pedra. Quando era pequena não suportava a ideia de assistir ao filme, para mim O Sexto Sentido já havia sido o máximo em filmes de terror por anos. Só me apaixonei pelo assunto depois de adulta, com um desejo ávido por estórias de terror de qualidade, por esse motivo resolvi começar minha caminhada do terror com O Exorcista, que há tempos já espera sua vez na fila de livros a se ler antes de morrer. Cada segundo investido nesse livro se fez válido.

Confesso que comecei o primeiro parágrafo já à procura de uma grande cena de possessão, mas a realidade é que o livro flui com surpreendente calma. Acredito que essa minha visão de um livro absurdamente assustador desde o começo aconteceu porque O Exorcista é tão vinculado ao filme que você mantém essa expectativa na mente, porém devo admitir que lendo o livro sem ter visto o filme por completo a coisa toda parece bem menos assustadora, o que de maneira alguma diminui a genialidade do livro, ainda mais levando em consideração à época em que foi escrito.

Platty narra com maestria a trama e nos apresenta personagens bem construídos e nada cansativos. Desde a primeira linha já nos perdemos a trama, entrando em uma atmosfera de suspense e curiosidade. A narração se desenvolve de maneira natural e lenta, nos prendendo até o grande e ainda surpreendente final.

A todo momento ficamos à espera de uma conclusão, de uma certeza da possessão, que até então é tratada de maneira bastante científica e desacreditada. Até mesmo o padre Damien Karras, que esta em uma fase de questionamentos na sua vida religiosa, e que ajuda a mãe de Regan nessa jornada desacredita da possessão em vários momentos, nos fazendo acreditar que a coisa toda realmente pode ser invenção da menina Regan. Isso claro até o início de todos os acontecimentos bizaros, diálogos extremamente bem construídos com o ‘demônio’ e cenas desconcertantes de Regan se ferindo e mudando de feição. Mesmo assim o suspense se mantém até a última linha.

Para resumir um pouco: o livro conta a estória de Regan, uma menina de onze anos que é aparentemente feliz, criativa e que adora a companhia da mãe, mas que aos poucos começa a mudar de personalidade apresentando um amigo imaginário com quem conversa através de uma tábua ouija. De maneira a criar uma atmosfera sombria que cresce ao longo do livro pequenos acontecimentos assustadores como batidas, objetos sumindo, uma vidente desconfiada e muito, mas muito mais nos é apresentado ao longo de cada capítulo. Também conhecemos logo no início o Padre Karras, que irá ajudar a mãe desesperada Chris McNeil na jornada de exorcismo contra o demônio que se apossou de sua amada filha Regan. Ainda nos é apresentado outro exorcista e outros personagens que complementam a trama e tornam tudo ainda mais vívido. O final ainda se mantém surpreendente no meu ponto de vista, ainda mais tendo lido o livro antes de ver o filme.

Sou suspeita, mas devo admitir que é um livro difícil de largar depois que se começa a ler e ainda mais difícil se esquecer. Além disso foi um influenciador em livros e até filmes de possessão nos anos 70 e 80. Indico para qualquer amante de terror e romance policial que quer investir seu tempo em algo bem escrito e cheio de suspense na medida certa.

 

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Por: Thati Lovato

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